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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Gravidez e bicicleta: Entrevista com a atleta Jaqueline Mourão

No último post, falamos sobre a relação bicicleta e gravidez. Então hoje, resolvemos postar essa entrevista da atleta da Scott, Jaqueline Mourão, que trata justamente desse assunto.
A entrevista é um pouco antiga, mas se você ainda não leu, vale a pena!


Você pedalou enquanto grávida? Até que mês?

Jaqueline: Pedalei até o último dia da minha gestação! Esta foto foi tirada na minha última semana de gestação. Adaptamos a bike para o final, levantando o guidão para ficar mais confortável com a barriga e tiramos mais pressão dos pneus.

Teve acompanhamento médico?

Jaqueline: Fui acompanhada tanto no Brasil (início da minha gestação, até o terceiro mês) quanto no Canadá (os outros seis meses).

Que tipo de pedal praticava?

Jaqueline: Cortamos a intensidade, pedalamos em intensidade Z1 e Z2 abaixo do limiar anaeróbio.

Quais foram os benefícios?

Jaqueline: Eu me senti muito bem com a possibilidade de poder continuar a praticar esportes. Foi muito bom, tanto para mim quanto para o bebê. Existem várias pesquisas que comprovam os benefícios de uma gravidez fisicamente ativa. No dia que não pedalava, eu me sentia inchada, sem disposição e com menos energia, sentia mais enjoo também durante os primeiros meses, quando não pedalava.

Quais recomendações você dá para as ciclistas que engravidam?

Jaqueline: Se estiver tudo bem com a sua gravidez e o médico liberar, preste atenção na sua alimentação e muita hidratação durante o pedal. Escolha terrenos em que se sinta à vontade (se não se sente segura em trilhas, faça mais estradões). E acima de tudo, fique atenta aos sinais que seu corpo possa estar dando e tire todas as suas dúvidas com seu médico!

Eu dei a sorte de ter uma médica no Canadá que trabalhou com muitas atletas e então tinha experiência e tirava todas as minhas dúvidas. Eu senti que todas as vezes que eu começava a pedalar, nos primeiros 10 minutos, eu me sentia muito ofegante, mesmo com a frequência cardíaca ainda bem baixa. Depois, eu estabilizava e voltava a respirar normalmente. Minha médica disse que isso é normal, é uma adaptação do corpo visando fornecer o máximo de oxigênio para o feto, que por sinal está bem protegido lá dentro. Era interessante que até mesmo ele controlava a intensidade do treino. Mesmo se eu quisesse, eu não conseguia passar da minha zona de intensidade 2.

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#Gobikers!

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